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Exportações baianas batem recorde no ano e crescem 5,2% em julho

 14/08/2012 | ECONOMIA

As exportações baianas bateram recorde este ano, atingindo US$ 1,085 bilhão no mês passado. O resultado foi alcançado devido à desvalorização de quase 30% no câmbio, que saiu de R$ 1,55 por dólar, em julho de 2011, para pouco mais de R$ 2, em junho de 2012. O saldo das exportações baianas está 5,2% acima do resultado de julho de 2011 e 17,6% acima de junho último.

Nos sete primeiros meses do ano, as exportações alcançaram US$ 6,2 bilhões, em comparação com os US$ 5,9 bilhões de igual período de 2011, um aumento de 4,76%. Na Bahia, nos primeiros sete meses de 2012, o saldo comercial foi positivo em US$ 1,7 bilhão, porém menor 4,4% do que o apurado em igual período de 2011.

Os setores que mais contribuíram para o desempenho positivo das exportações em julho foram o de calçados, com crescimento de 98,3%, o de metais preciosos, com aumento de 66,8%, soja, com 52,2%, e o de derivados de petróleo, com 32%. Em 2012, os mercados da Ásia tiveram incremento de importações de 15,7% (China, Japão, Indonésia, Vietnã, Tailândia e Taiwan), e os da América Latina de 9,4% (Venezuela, Chile, Uruguai, Costa Rica e Perú), o que gerou um crescimento das exportações brasileiras. A exceção foi a Argentina, com queda de 26% no período, por conta da crise econômica no país e de barreiras impostas aos produtos brasileiros.

Crise

Apesar do impacto positivo que a recente desvalorização do real trouxe às exportações baianas, a crise europeia e a estagnação da economia mundial não permitiram ganhos mais expressivos. As vendas externas nos sete meses do ano caíram 24% para o Mercosul, 2,2% para a União Européia e 0,7% para os EUA, comparados ao mesmo período de 2011.

No que diz respeito às importações, que foram mais afetadas pelas paralisações de auditores da Receita Federal e de técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), houve uma redução de 12,2% em relação a julho de 2011. As compras externas atingiram US$ 570,4 milhões no mês passado. Contribuíram para desaceleração das compras externas o menor ritmo da atividade econômica interna e a valorização do dólar. No ano, contudo, as importações acumularam US$ 4,3 bilhões, também com um crescimento de 4,7%.