CÂMARA MUNICIPAL DE
CARAVELAS

Comitê Estadual define estratégias de prevenção à dengue na Bahia

 28/06/2012 | UTILIDADE PÚBLICA
 O grave risco da eclosão de uma epidemia de dengue na Bahia, onde foram registrados 52.215 casos de suspeita da doença do início do ano até esta terça, 26, foi debatido pelo Comitê Estadual de Mobilização Social de prevenção e Controle da Dengue na Bahia, que definiu ações estratégicas num plano de ação 2012-2014.

O grupo formado por representantes da sociedade civil e da área da saúde, sob a coordenação da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), se reuniu à tarde, na Fundação Luís Eduardo Magalhães, quando foram apresentados dados mais recentes sobre a situação no estado e na capital.

Os dados mostram que, em Salvador, foram registrados, este ano, 5.730 casos de suspeita de dengue, dentro do aumento de 19% na Bahia, em relação ao mesmo período em 2011. Aliado a isso, a capital baiana integra os 23% dos municípios do Estado com níveis muito perigosos de infestação predial de larvas e ovos (acima de 3,9).

Novos riscos - Outros 60% dos municípios estão em situação de risco elevado (entre 1 e 3,9). O índice de letalidade na Bahia foi de 13%, com 23 mortes em 2012, com um óbito pelo vírus tipo 4.  Salvador registrou quatro mortes, enquanto Camaçari, Itabuna, Jequié e Jacobina comprovaram duas mortes cada. Mas os óbitos ocorreram num total de 16 municípios.

Segundo a coordenadora do Grupo Técnico Ampliado da Dengue, da Sesab, Elisabeth França, outro agravante para a situação é que os quatro tipos de vírus já circulam entre a população. O do tipo 4 já é prevalente, e os baianos não têm imunidade para este tipo de dengue.

Elizabeth França esclareceu, porém, que a situação é menos grave neste momento porque o pico da infestação aconteceu dos meses de janeiro a maio, quando a Bahia  viveu um estado de epidemia, com intensificação dos casos entre o final de março e começo de abril. Mas existe o risco de que no verão 2012/ 2013 ocorra uma explosão do número de casos.

Sintomas - Segundo as autoridades da área de saúde, o grande risco é a banalização da doença entre a população, que acredita poder tratar da doença em casa. Por outro lado, nos centros de atendimento, existe o descumprimento dos protocolos de avaliação se um paciente pode estar infectado pelo vírus da dengue.

Os sintomas principais da dengue clássica são febre alta com início súbito, dor atrás dos olhos, dores nos ossos e articulações. A dengue hemorrágica é uma evolução violenta da doença, mas as manchas vermelhas no corpo já indicam a gravidade da enfermidade.

Os seres humanos só desenvolvem imunidade para o tipo de vírus que contraiu e podem infectar-se com outro sorotipo, o que aumenta o risco de doença hemorrágica. A identificação precoce da doença é fundamental para o controle das epidemias.